Esse fim de semana eu assisti à mais um dos muitos filmes de ficção cientifica da minha lista de filmes pendentes, e mais uma vez gostei mais de alguns elementos do filme do que do próprio filme. Foi assim com A Ilha que mostra algumas previsões de como será o futuro, com o MSN, o XBox e a Nokia fazendo parte deles (vale a pena assistir para ver como essas empresas e seus produtos aparecem nesse contexto) e agora com o filme Violação de Privacidade (Final Cut no original em inglês).

Basicamente o filme fala sobre uma corporação que comercializa um chip orgânico que é implantado no cérebro da criança antes mesmo de nascer a pedido dos pais. O chip registra tudo o que essa pessoa ouve, vê, fala e as vezes até o que ela pensa. Após a morte o chip é retirado e todo aquele conteúdo é editado e apresentado para a família em uma cerimônia póstuma chamada de Rememória. O desenrolar do filme é sobre as conseqüências que essa tecnologia gera.

A premissa do filme é muito interessante, mas em minha opinião, a maneira como foi montada não o tornou tão atraente, mas não é sobre isso que eu quero falar.

A parte que me chamou a atenção no filme é a maneira como esses filmes são editados, pois quando eu vi o filme a primeira coisa que veio à minha cabeça foi: “Como é possível editar a vida de uma pessoa? Se já é bem complicado editar um filme de duas horas, e ainda mais para montar um seqüência que possa ser apresentada logo após a morte da pessoa. E o pior, se essa pessoa tiver cerca de sessenta anos, teremos por volta de 525.600 horas gravadas…”.

A resposta é simples: classificação. Após a remoção do chip, ele é colocado em uma maquina a Guilhotina, que indexa todo o conteúdo áudio visual que a pessoa viveu e indexa (como eu não sei, mas se eles conseguem colocar um chip que grave tudo o que vocês faz isso deve ser simples) por categorias, por exemplo:

  • Adolescência
  • Alimentação
  • Puberdade
  • Masturbação
  • Sono
  • Higiene
  • Pessoal
  • etc

O editor coleta dados com os familiares sobre coisas que eles gostariam de lembrar da pessoa e chegam às imagens necessárias.

E pensar que algumas semanas atrás eu e um colega estávamos nos divertindo prevendo um tal de “GoogleCell” e até chegamos à escrever um texto sobre ele para fazer uma brincadeira com alguns amigos. Confira o texto:

Google pretende lançar em 2010 a versão beta do implante orgânico batizado como GoogleCell. Consiste em uma cápsula que carrega em seu conteúdo nano robôs que se dissolvem dentro do corpo do usuário e se misturam às celulas em um processo que leva em torno de 48 horas. O conteúdo da cápsula indexa todas as atividades biológicas e cerebrais (incluindo lembranças e conhecimentos) e envia para a rede GoogleNet que disponibiliza para o usuário em um espaço privativo com todas as informações coletadas. O conteúdo pode ser disponibilizado ao público através de ferramentas como Blogger. A versão final incluirá gravação de imagens e sons (tudo o que o usuário vê e ouve) configurados de acordo com as preferências do usuário, como por exemplo, gravar as aulas da faculdade ou alguma conversa importante tudo pela interface do Google Desktop. O porta-voz do google, David Krane, afirma que a tecnologia é inofensiva ao sistema biológico humano é poderá ajudar na pesquisa e monitoramento de doenças como o câncer.

Só lembrando: o texto sobre o GoogleCell é uma mentira.

Agora fico imaginando quando isso vai acontecer, pois não tenho a menor dúvida de que isso é possível.